(VeraCast) Alergias no Outono: por que o frio e a baixa umidade pioram rinite, tosse e psoríase? - Blog - Hospital Vera Cruz

15/07/2026

(VeraCast) Alergias no Outono: por que o frio e a baixa umidade pioram rinite, tosse e psoríase?

Especialistas do Vera Cruz Hospital discutem alergias e problemas de saúde comuns no outono e inverno, comentam “mitos” e debatem tratamentos. Confira o podcast!

Vera Cruz Hospital - VeraCast 75 - Outono Inverno Frio e Alergias - capa

 

Um episódio especial do VeraCast para a época mais fria do ano!

Apesar de muita gente gostar do frio – e dos alimentos quentes, do calor das roupas felpudas, das noites gostosas para dormir –, os meses de outono e inverno trazem com eles um aumento considerável nos casos de alergias e problemas respiratórios e dermatológicos. Por que isso acontece – e o que fazer para se proteger?

No VeraCast nº75, o Dr. João Carlos de Jesus (pneumologista) e o Dr. Fernando Souza (dermatologista), médicos do Vera Cruz Hospital, explicam como a queda de temperatura e a baixa umidade do outono afetam a barreira respiratória e cutânea, desencadeando ou agravando alergias como rinite, conjuntivite, tosse, urticária ao frio, psoríase e dermatite atópica. Confira alguns dos destaques e encontre links para assistir ou ouvir o podcast ao final do texto!

 

Como temperatura e umidade impactam o nosso corpo?

O outono, além de marcar a transição para temperaturas mais baixas, vem acompanhado em grande parte do país por redução da umidade relativa do ar. Ambos são fatores que comprometem as barreiras respiratórias e cutâneas. Com isso, há o aumento da incidência de rinite, bronquite, conjuntivite alérgica, tosse e irritações de pele.

O Dr. João Carlos explica que o epitélio respiratório funciona como uma barreira mecânica do corpo contra ‘invasores’, com células especializadas no bloqueio de partículas estranhas – como os cílios, que promovem a chamada ‘limpeza mucociliar’. A baixa umidade desidrata esse muco protetor, reduz a mobilidade ciliar e afrouxa as junções celulares, permitindo maior penetração de partículas (ácaros, pólen, fungos). O sistema imune pode interpretar erroneamente partículas inócuas como ameaças, gerando resposta inflamatória alérgica.

Vera Cruz Hospital - VeraCast 75 - Outono Inverno Frio e Alergias - capa (Dr Joao Carlos de Jesus)

O Dr. Fernando conta que a pele também possui uma barreira protetora, lipídica, que se desestabiliza com o frio e com banhos quentes. Áreas mais vulneráveis (isto é, que possuem menor hidratação natural) costumam apresentar piora nesta época do ano, e incluem extremidades do corpo, a região perioral, cotovelos e joelhos. Condições como psoríase e dermatite atópica também se agravam no tempo frio, devido à perda de água transepidérmica e a processos inflamatórios.

Nestes meses mais frios, há grupos que costumam sofrer mais com problemas alérgicos, como as crianças (que possuem um sistema imunológico ainda imaturo, portanto mais reativo). Até mesmo adultos que tiveram alergias no passado e estão em remissão podem voltar a ter sintomas nesta época de estresse para a imunidade, na qual alérgenos estão mais presentes no ambiente e de forma mais constante.

 

Influência do ambiente

No podcast, o dr. João Carlos explica como a genética e o ambiente em que a pessoa vive influenciam as questões de saúde, especialmente as alergias.

O médico ilustra esse ponto com um caso clínico (vale a pena ouvir!), no qual uma mudança para outra cidade, com um ambiente com alta carga de pólen, desencadeou, pela primeira vez, asma alérgica. O fato é curioso porque a nova cidade é reconhecida por ter um “ar limpo”, e a paciente trabalhava, antes, em um ambiente com ar considerado extremamente ‘sujo’ (construções); mesmo assim, a alergia surgiu apenas após a mudança.

 

Diferenciação entre alergia e infecção viral

O podcast discute este tópico em detalhes, já que é comum haver certa confusão entre viroses e alergias.

Os médicos explicam por que a febre, por exemplo, sugere infecção, e não alergia. Além disso, alergias tendem a ser recorrentes e de curta duração. Em crianças, sintomas como perda de fôlego durante atividades físicas podem indicar asma, e merecem atenção dos pais.

Há testes clínicos específicos para avaliar alergias, como exames séricos para IgE e prick test (teste de contato) para identificação de alérgenos (ácaros, pelos de animais, fungos, poeira). Na dermatologia, o diagnóstico de potenciais alergias muitas vezes demanda acompanhamento longitudinal, já que as causas podem ser as mais diversas (desde contato com substâncias específicas presentes em casa até um ar-condicionado ‘sujo’).

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Medicamentos

Outro tópico discutido no episódio é a importância do uso consciente de medicamentos. Antialérgicos, por exemplo, podem aliviar sintomas, mas não substituem uma avaliação médica detalhada. Os doutores explicam por que a automedicação mascara doenças mais graves.

Especial cuidado é dado no podcast aos sprays nasais: quando usados de forma inadequada, podem causar problemas que incluem taquicardia e hipertensão.

 

Mitos, verdades e ‘soluções caseiras’

O que ajuda a evitar crises alérgicas? No podcast, os médicos comentaram diversos ‘mitos‘ comuns sobre alergias, trazendo fatos e evidências reais sobre o que está por trás deles.

Como destaques, o fato de que a alergia não tem cura, mas certamente tem controle. A questão do banho também é comentada, com o impacto do banho quente e do pH dos sabonetes na barreira cutânea. Além disso, os profissionais comentam sobre o uso de máscaras, de umidificadores em casa e se a presença de plantas pode piorar sintomas alérgicos (e podem, sim! Ter muitas plantas aumenta a quantidade de poeira em casa, por exemplo, já que nem sempre elas são limpadas com frequência).

Vera Cruz Hospital - VeraCast 75 - Outono Inverno Frio e Alergias - capa (Dr Fernando Souza Lopes)

 

Hidratação, sono e estilo de vida

O que fazer para proteger o corpo e reduzir sintomas de alergias? O podcast traz diversas dicas e orientações. Dentre elas, foi discutido como a hidratação oral é fundamental para a saúde das vias aéreas e da pele. Assim como ela, o sono adequado (ao menos sete horas por noite) é um fator de grande impacto. Também ajuda a saúde seguir uma alimentação rica em proteínas e praticar atividade física regularmente (o que reduz citocinas inflamatórias no corpo). Os entrevistados explicam, ainda, os benefícios da vacinação contra gripe, pneumonia, COVID e coqueluche.

O grande diferencial para ter qualidade de vida, mesmo com alergias, é manter o acompanhamento médico e profissional. Como ele, a alergia pode ser controlada, e crises graves evitadas.

“Para quem tem problema respiratório crônico, fique atento. Você pode estar subestimando os sintomas. Pessoas que são sedentárias, por exemplo, podem não perceber que a função pulmonar está reduzida, até ter uma crise e precisar usar oxigênio, tomando um grande susto”, comentou o dr. João Carlos.

O mais importante é “não sofrer sozinho em casa”, como comentou o dr. Fernando: tratamentos modernos permitem controle eficaz das alergias. Converse com um profissional e saiba como ter mais saúde e qualidade de vida, mesmo nos meses mais frios.

 

Acompanhe o podcast completo nos links abaixo:

 

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